quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Suspeitos de executarem jovens, 16 policiais são afastados da Polícia Militar da Bahia


Um grupo de 16 policiais foi afastado nesta quarta-feira (1º) das atividades nas ruas pelo comando da Polícia Militar da Bahia. A decisão foi tomada após denúncias de moradores do bairro da Saramandaia que acusam os policiais de terem executados dois jovens durante uma operação policial no local.
A PM abriu uma sindicância para apurar o fato e divulgou que enquanto as investigações prosseguirem os policiais vão cumprir funções administrativas. Oito deles estão lotados na 1ª Companhia Independente da Polícia Militar, e a outra metade pertence à Companhia das Rondas Especiais (Rondesp-Central). O nome dos policiais não foi divulgado. A previsão é de que a sindicância seja finalizada em até 20 dias.
Nesta quinta-feira (2), estava prevista uma reunião de uma comissão dos moradores com o comandante-geral da PM, o coronel Alfredo Castro. O capitão Marcelo Pitta, do Departamento de Comunicação da PM, informou ao UOL que os moradores e parentes das vítimas foram recebidos pelo subcomandante, Carlos Eleutério.
A reunião foi finalizada às 11h desta quinta. “Os parentes foram convidados a vir ao quartel em decorrência de uma formalização das denúncias. Não tínhamos registro formalizado. Além disso, serviu para informar aos parentes o que já foi feito e o que temos averiguado”, contou Capitão Pita, sem, no entanto, revelar detalhes do que já está averiguado. “Faz parte da sindicância e ainda não podemos divulgar”, disse.

O caso

A PM divulgou que a operação, ocorrida na última segunda-feira (30), tinha o objetivo de averiguar uma denúncia de que traficantes teriam imposto toque de recolher na comunidade e estavam realizando uma festa com consumo de drogas. Ao chegar ao local, teriam sido recebidos a tiros. Armas e drogas foram apreendidas e estão, segundo a PM, no Departamento de Polícia Técnica, onde serão periciadas.
Já a versão dos moradores é de que os jovens estavam assistindo uma partida de futebol quando os PMs já chegaram ao local atirando. Eles defendem a inocência das vítimas - o estudante Alexandre Oliveira da Silva, 14 anos, e o servente Rafael Muniz Barreto, 19 -  e já fizeram dois protestos, bloqueando o trânsito na avenida Antônio Carlos Magalhães, uma das mais movimentadas da capital baiana.
“Alexandre chegou a se ajoelhar e pedir aos policiais para não ser morto, mas não adiantou. A comunidade está revoltada. Eles já chegaram atirando”, disse um morador que não quis ser identificado. Os corpos dos dois jovens foram enterrados ontem (quarta 1º) em cemitérios de Salvador.
Fonte:UOL

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