sábado, 27 de abril de 2013

Alckmin reconhece que violência em São Paulo está elevada


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (26) que os índices de violência em São Paulo 'ainda são elevados', embora, segundo ele, a tendência seja de queda. 
A cidade de São Paulo fechou o primeiro trimestre de 2013 com aumento de 18% no número de homicídios dolosos (ou seja, com intenção de matar) em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o oitavo mês consecutivo em que os números aumentaram, se comparado aos meses equivalentes no ano anterior, segundo levantamento da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) divulgados nessa quinta-feira (25).
"Nós ainda estamos com números elevados, reconhecemos isso. Mas essa redução vem ocorrendo mês a mês. O pior foi em outubro do ano passado, que foi de 30% o aumento dos homicídios comparado ao mesmo mês de 2011. Em novembro, esse índice passou para vinte e poucos porcento, ainda crescente comparado, mas já menor. Em dezembro veio para 14%, em janeiro para 12%, em fevereiro caiu mais e em março o aumento do homicídio doloso foi de 2,28%, comparando março de 2013 com março de 2012. Ainda está maior, mas como foi 30%, os especialistas mostram uma tendência de queda", disse durante cerimônia de assinatura de convênio com a Prefeitura de São Paulo no Palácio dos Bandeirantes.
Os casos de latrocínio quase dobraram: foram 40 este ano, contra 22 no primeiro trimestre de 2012, aumento de 82%. Em relação a fevereiro, houve queda de cinco casos: foram dez casos em março, e 15 no mês anterior.Segundo as estatísticas mensais divulgadas pela SSP-SP, a capital registrou 305 homicídios de janeiro a março deste ano, diante de 258 de janeiro a março de 2012. Em março passado, foram 125 casos –mais que os 89 de fevereiro e que os 96 de março do ano passado.
Alckmin também se pronunciou sobre o caso de latrocínio que envolveu o roubo e a morte da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, 46, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, na quinta-feira (25). Quatros homens assaltaram o consultório e atearam fogo no corpo da dentista que morreu no local. Segundo Alckmin, foi um "crime bárbaro".
"Estamos diante de um caso bárbaro que envergonha a todos nós. Dois suspeitos já estão identificados e, por questão de horas, devem ser presos", disse Alckmin que participava, no Palácio dos Bandeirantes, da cerimônia de assinatura de uma parceria de combate ao crack entre a prefeitura e o governo do Estado.


UOL

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