sábado, 23 de junho de 2012

Escutas mostram que idosa acusada de encomendar a morte do filho intimidava testemunhas


O EXTRA teve acesso às escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, que mostram as conversas de Maria Selma Costa dos Santos, de 70 anos, acusada de encomendar a morte do próprio filho. Nas gravações, a idosa manipula e ameaça testemunhas. Com o auxílio de um advogado, ela orientava e tinha acesso aos depoimentos.
A Justiça decretou a prisão preventiva de Maria Selma nesta terça-feira. Além dela, também foram presos a diarista Maria José da Silva Dias Irmã, de 42 anos, acusada de intermediar o crime e pagar R$ 20 mil, e Isaque Paula de Moraes, que teria executado o empresário a tiros na tarde de 29 de novembro do ano passado, em frente à casa da mãe, no Centro de Duque de Caxias.
Nas escutas, Maria Selma demonstra preocupação com os rumos da investigação, feita pela 59ª DP (Duque de Caxias). Numa delas, fala com uma das filhas:
Maria Selma - Hoje a polícia esteve aqui, né? Aí trouxe intimação para a Max uma pra você e uma pra Maria. Mas eu não sei o nome da Maria. Eram duas horas da tarde. Sabe o que que aconteceu? Amanheceu o dia e ela foi pro serviço. No caminho, a polícia parou ela, botou no carro e levou ela pra delegacia.
Filha - Eu sei o que que aconteceu, ela tava lá.
Maria Selma - Cala a boca! A coisa tá pior do que você possa imaginar...
Em outro diálogo, ela fala sobre uma carta sobre o registro da arma do marido. Em seguida, liga novamente para uma filha, falando que iria falar com a diarista, que ela chamava de "Maria Pequena". Em seguida, fala com desprezo da diarista, pela sua condição social:
Maria Selma - Vou ligar à noite pra Maria Pequena. Hoje de manhã, tava saindo pra ir pro serviço e levaram ela pra delegacia. Isso não vai ficar barato, porque eu vou correr em cima (...). Ela é pobre. Pobre é fdp, podre não é gente, pobre é canalha, pobre é m., é verme. Quem manda é (sic) os ricos.
Em outra escuta, dá o recado a uma enfermeira, que teria sido intimado a depor:
Maria Selma - Se chegar na delegacia e falar um ai, eu vou abrir a boca (...). Vou pintar o cacete lá.
Em outra conversa, com a mãe de santo identificada como Cida, desabafa:
Maria Selma - Eu to muito mal, já fui parar na psiquiatra (...). Eu tô comprando um outro negócio daquele (nextel) pra poder falar com você à vontade e... Minha vida tá toda enrolada.
Em outro diálogo, revela receio em comer um panetone dado pela nora na Páscoa. Maria Selma acredita que a nora pode ter colocado veneno no alimento. Depois, fala que "vibraria se visse ela (nora) num caixão"


Fonte:Extra

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