segunda-feira, 29 de abril de 2013

Advogada é presa após tentar trocar bolsas roubadas em shopping de Belo Horizonte


Uma advogada de 35 anos foi presa nesse domingo (28), em Belo Horizonte, tentando trocar duas bolsas furtadas na loja Villa Vittini, mercadorias que, segundo a Polícia Militar (PM), ela teria pegado em outra loja da rede. De acordo com os policiais, Fernanda Simões Couto afirmou ser cleptomaníaca e usava uma peruca como disfarce na prática criminosa.
Por volta das 15h de domingo, Fernanda chegou à loja do BH Shopping,  no bairro Belvedere, região centro-sul da capital mineira, dizendo que gostaria de trocar duas bolsas. As mercadorias, trabalhadas em pedraria, valem juntas R$ 3.280. Porém, as vendedoras desconfiaram da advogada porque já haviam sido comunicadas pela gerente da loja do Pátio Savassi, também na zona sul de BH, sobre o furto de bolsas.
O crime ocorreu na noite de sábado, bem perto do horário de fechamento da loja. Uma mulher entrou na Villa Vittini e pouco depois da saída, as funcionárias deram falta das duas bolsas de festa. A gerente logo comunicou às nove lojas da rede sobre o furto, deixando o alerta para possíveis tentativas de troca. Foi exatamente o que Fernanda fez no dia seguinte.
A advogada não contava com a desconfiança das vendedoras, que acionaram a PM. Fernanda tentou se explicar, dizendo ter ganhado as bolsas de um homem que conheceu pelo Facebook. A história não convenceu as funcionárias nem os policiais que atenderam à ocorrência. Quando os PMs pediram os documentos para identificação da suspeita, ela informou que estariam no carro dentro do estacionamento do shopping no Belvedere.

Cleptomaníaca

Acompanhada pelos policiais e por funcionárias da loja, a mulher foi até o Ford Ka de sua propriedade para buscar a documentação. No entanto, quando entrou no carro, ela tentou arrancar para fugir do estacionamento e precisou ser contida pelos policiais. Algemada, ela saiu do centro de compras direto para a delegacia. Em uma revista pelo veículo, militares encontraram uma peruca e um vestido, que, segundo a PM, eram usados por Fernanda como disfarce para crimes em lojas.
Segundo a PM, a advogada acabou confessando o furto na loja e disse que é cleptomaníaca (pessoa que tem compulsão por furtos). Na delegacia, tentou negar o crime e, muito confusa, contou histórias atrapalhadas. Ela não tem ficha criminal, mas estava agindo em outros centros de compra.
A Villa Vittini informou que não tem provas de que foi Fernanda quem furtou as bolsas no Pátio Savassi, mas as mercadorias apresentadas para troca tinham o mesmo código de barras do material furtado. A empresa ainda informou que esse tipo de situação tem se tornando muito comum nas filiais: mulheres de classe média que furtam produtos, principalmente no fim do expediente.
A delegada Carolina Bechelany, da 1ª Delegacia de Polícia Sul, informou que Fernanda foi ouvida e liberada ainda no domingo. Ela não foi autuada em flagrante, e agora serão instauradas diligências para investigar a suspeita.
uol

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