Uma advogada de 35 anos foi presa nesse domingo (28), em Belo Horizonte, tentando trocar duas bolsas furtadas na loja Villa Vittini, mercadorias que, segundo a Polícia Militar (PM), ela teria pegado em outra loja da rede. De acordo com os policiais, Fernanda Simões Couto afirmou ser cleptomaníaca e usava uma peruca como disfarce na prática criminosa.
Por volta das 15h de domingo, Fernanda chegou à loja do BH Shopping, no bairro Belvedere, região centro-sul da capital mineira, dizendo que gostaria de trocar duas bolsas. As mercadorias, trabalhadas em pedraria, valem juntas R$ 3.280. Porém, as vendedoras desconfiaram da advogada porque já haviam sido comunicadas pela gerente da loja do Pátio Savassi, também na zona sul de BH, sobre o furto de bolsas.
O crime ocorreu na noite de sábado, bem perto do horário de fechamento da loja. Uma mulher entrou na Villa Vittini e pouco depois da saída, as funcionárias deram falta das duas bolsas de festa. A gerente logo comunicou às nove lojas da rede sobre o furto, deixando o alerta para possíveis tentativas de troca. Foi exatamente o que Fernanda fez no dia seguinte.
A advogada não contava com a desconfiança das vendedoras, que acionaram a PM. Fernanda tentou se explicar, dizendo ter ganhado as bolsas de um homem que conheceu pelo Facebook. A história não convenceu as funcionárias nem os policiais que atenderam à ocorrência. Quando os PMs pediram os documentos para identificação da suspeita, ela informou que estariam no carro dentro do estacionamento do shopping no Belvedere.
Cleptomaníaca
Acompanhada pelos policiais e por funcionárias da loja, a mulher foi até o Ford Ka de sua propriedade para buscar a documentação. No entanto, quando entrou no carro, ela tentou arrancar para fugir do estacionamento e precisou ser contida pelos policiais. Algemada, ela saiu do centro de compras direto para a delegacia. Em uma revista pelo veículo, militares encontraram uma peruca e um vestido, que, segundo a PM, eram usados por Fernanda como disfarce para crimes em lojas.
Segundo a PM, a advogada acabou confessando o furto na loja e disse que é cleptomaníaca (pessoa que tem compulsão por furtos). Na delegacia, tentou negar o crime e, muito confusa, contou histórias atrapalhadas. Ela não tem ficha criminal, mas estava agindo em outros centros de compra.
A Villa Vittini informou que não tem provas de que foi Fernanda quem furtou as bolsas no Pátio Savassi, mas as mercadorias apresentadas para troca tinham o mesmo código de barras do material furtado. A empresa ainda informou que esse tipo de situação tem se tornando muito comum nas filiais: mulheres de classe média que furtam produtos, principalmente no fim do expediente.
A delegada Carolina Bechelany, da 1ª Delegacia de Polícia Sul, informou que Fernanda foi ouvida e liberada ainda no domingo. Ela não foi autuada em flagrante, e agora serão instauradas diligências para investigar a suspeita.
uol
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