quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

TJ-SP tem 323 carros parados há três meses


Carros que deveriam transportar processos e funcionários estão parados e sem proteção; frota custou mais de 13 milhões de reais

Tribunal de Justiça de São Paulo
Sede do Tribunal de Justiça de São Paulo (Gedeão Dias/TJSP)
Mais de 300 veículos modelo Doblò, "a serviço do Poder Judiciário", estão parados há três meses no amplo estacionamento do Complexo Judiciário Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, em São Paulo, à espera de uma destinação. Os veículos deveriam estar sendo usados para transportar processos, funcionários, jurados e assistentes sociais que apoiam Varas de Infância e Família em São Paulo. Juízes do fórum disseram que a maior parte da frota foi estacionada ali em fins de outubro e, desde então, não teve nenhum uso.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), responsável pela compra, informou que a renovação da frota faz parte da "eficiência de gestão" implementada em todos os setores da corte pelo presidente Ivan Sartori, há um ano no comando do TJ-SP. Ao todo, são 323 Fiat Doblò parados, com preço unitário de 41 385 reais – foram pagos 13,36 milhões de reais por toda a frota. Segundo o tribunal, a aquisição foi realizada pelo critério do "menor preço".
Servidores e magistrados consideram que veículos oficiais parados podem caracterizar desperdício de recursos públicos se não tiverem uso imediato ou no mais curto espaço de tempo após sua compra. Os carros estão estacionados lado a lado sem proteção, castigados pela chuva e pelo sol.

Troca de frota – O TJ-SP destaca que os carros foram comprados para "substituição da frota obsoleta". Segundo o TJ, receberão os novos veículos as unidades judiciárias cuja frota é do período de 1998 a 2003, formadas por veículos como Kombis, Pálios, Corsas, Gols e Santanas.
Segundo a assessoria de imprensa do TJ, os veículos ainda não foram usados porque precisam de documentação. Os Fiat Doblò "estão estacionados no local em que o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou adequado para o abrigo enquanto a documentação de cada veículo, necessária à circulação, não se completa", informou.
"Em prazo máximo de quarenta dias estarão em seus destinos, as unidades judiciárias entregarão os antigos e retirarão os novos", informou a assessoria de imprensa. "O Tribunal de Justiça adquiriu esses veículos para renovar a frota de comarcas do interior e da capital", observa Rosangela Sanches, diretora de Comunicação Social do TJ-SP. "Serão utilizados, e muito."

(Com Estadão Conteúdo)

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