Suspeita de desviar R$ 150 mil ao longo de dois anos da empresa em que trabalhava, Vivian Spina Fajardo, 33 anos, apareceu no 49º Distrito Policial de São Paulo com sua advogada e preferiu não falar. O delegado José Manoel Martins havia intimado a suspeita a depor na tarde desta quinta-feira.
No dia 21 de junho, Vivian saiu para fazer uma homologação e não voltou mais. Familiares e policiais chegaram a cogitar que se tratasse de um sequestro relâmpago, pois ninguém conseguia contato. A analista desapareceu sem avisar, a movimentação dos cartões era fora dos padrões de Vivian e a Polícia Civil registrou o desaparecimento.
No entanto, no dia seguinte, a polícia localizou o veículo da analista no estacionamento do Shopping Aricanduva e viu pelas imagens das câmeras de segurança que ela estava sozinha. "Algo estava estranho e passamos a analisar outras hipóteses" comentou o delegado José Manoel.
Um dos sócios da empresa desconfiou de irregularidades constatadas na conta bancária da presidência, à qual Vivian tinha acesso total, e marcou uma reunião com a analista. Porém, ela não apareceu. De acordo com funcionários da empresa, ela é torcedora fanática do Corinthians e não perderia o primeiro jogo da final da Libertadores contra o Boca Juniors, na Argentina, "por nada".
Pela conta pessoal da analista, a polícia encontrou uma compra de passagem para Buenos Aires para às 15h30. "A partir deste ponto, Vivian passou de vítima a investigada", afirmou o delegado titular da 49ª DP.
Considerada funcionária exemplar, a analista havia sido promovida quatro vezes em três anos. Depois do desaparecimento, uma auditoria mostrou que Vivian teria desviado R$ 150 mil em pequenas quantidades da conta da presidência, nos últimos dois anos.
"Ela era uma pessoa de confiança, teve várias promoções na empresa. Era uma pessoa querida, competente e amável, com perfil que toda empresa gostaria de ter" disse o delegado.
Vivian foi demitida por justa causa e enquadrada por furto qualificado pelo abuso de confiança de forma continuada. Será solicitado o bloqueio dos bens da analista. Ela pode pegar pena de 2 a 8 anos.
Fonte:Terra
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