A polícia do Distrito Federal investiga a distribuição de pelo menos R$ 19.600 em quintais de moradores de Cruzeiro Velho, cidade satélite que fica a pouco mais de 5 quilômetros do centro de Brasília.
A 3ª Delegacia de Polícia do DF recebeu até agora dois pacotes de dinheiro encontrados nos quintais de moradores: um deles com R$ 12 mil, com cédulas de R$ 20, R$ 50 e R$ 100, e outro no valor de R$ 7.600, com as notas de R$ 20 e R$ 50. Os pacotes eram feitos com papel de presente semelhante, o que, segundo a polícia, sugere uma única origem.
O primeiro embrulho foi entregue à polícia no dia 29 de janeiro, com R$ 12 mil, e o segundo no dia 1º de fevereiro.
A imprensa tem divulgado ainda vídeos de câmeras de segurança dos moradores, mas a polícia ainda não teve acesso a eles. "Ainda vamos solicitá-los [os vídeos] aos proprietários das câmeras e depois encaminhá-los à perícia técnica para ver se tem como identificar alguma ação ou pessoa relacionada ao dinheiro", disse o delegado Mario Jorge, da 3ª DP.
Ainda de acordo com Jorge, as cédulas têm numeração sequenciada e vão ser submetidas a um exame para saber se elas têm origem ilícita.
Caso as investigações não identifiquem quem jogou os pacotes de dinheiro nos quintais das casas que ficam próximas, uma na quadra 8 e outra na 10, e descartada a origem ilícita, as pessoas que o encontraram e os levaram à delegacia poderão requerer, por petição, o dinheiro de volta a um juiz de direito. Por enquanto, o dinheiro está depositado em uma conta judicial.
A imprensa local divulgou ainda que um terceiro pacote, com R$ 30 mil, foi deixado no quintal de outra casa, na Quadra 4, mas o delegado disse que desconhece tal informação.
Segundo o servidor público Dorgil Marinho, 54 anos, morador da cidade, as pessoas que acharam o dinheiro e o devolveram fizeram o que é certo. "Para evitar problemas futuros o melhor a fazer é entregar às autoridades para que elas possam esclarecer. Caso a origem não seja ilícita, quem encontrou pode peticionar para ter o dinheiro de volta", declarou.
A dona de casa Sandra Cristina de Souza, 35 anos, que também mora no Cruzeiro Velho, disse que apesar de o dinheiro resolver boa parte dos seus problemas financeiros, tentaria rastrear a sua origem. "Quem tem muito dinheiro não sai por aí deixando pacotes. Quando alguém quer fazer caridade ou ajudar alguém, vai primeiro falar com entidades ou pessoas que precisam. Entregar à polícia é o mais certo até porque a gente fica protegida, se o dinheiro for de algum crime, o criminoso pode querer pegar de volta", explicou.
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