sexta-feira, 6 de julho de 2012

Maioria de presos por ataques a caixas eletrônicos em Minas Gerais é de fora, diz polícia


A Polícia Civil de Minas Gerais conseguiu mapear a origem de boa parte das quadrilhas que atacam com explosivos os caixas eletrônicos em cidades mineiras. Segundo a polícia, os grupos são oriundos dos Estados de São Paulo e Goiás.
“Grande parte é do Estado de São Paulo e outras pessoas são de Goiás”, afirmou o delegado Márcio Nabak, chefe do Departamento de Investigações de Crimes contra o Patrimônio.
De acordo com as investigações, os criminosos agem de maneira independente uns dos outros, e, em alguns casos, a polícia concluiu que os ataques foram feitos por bandidos inexperientes.
Nabak disse ter apurado a participação de criminosos inexperientes nos casos investigados, o que, segundo ele, aumenta ainda mais o risco de pessoas serem feridas nas investidas aos equipamentos.
“São vários grupos atuando. Uns formados por quadrilhas especializadas, e, em outros casos, grupos dispersos e sem experiência que estão aproveitando o embalo e praticando esse crime. Tem gente que não sabe manusear explosivos. Em alguns casos, a explosão destrói completamente o caixa eletrônico e danifica bastante o estabelecimento onde ele está instalado”, disse.

Madrugada

Apesar de terem sido registrados em diversas regiões do Estado, os casos estão mais concentrados no norte, no Triângulo Mineiro e na região metropolitana de Belo Horizonte, informou a polícia.
Nabak afirmou que a opção dos criminosos por cidades menores pode estar relacionada ao fato de as localidades serem “pacatas” e terem efetivo reduzido de policiais no horário em que mais ocorrem os ataques.
“As ações geralmente são feitas de madrugada, tanto no interior quanto em Belo Horizonte e na região metropolitana.Tem menos pessoas circulando nas ruas e também um policiamento menor. No interior, esse movimento de pessoas é ainda menor, o que facilita a ação dos bandidos”, disse.
De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), de janeiro a maio deste ano foram listadas 127 ocorrências de casos envolvendo os caixas eletrônicos. Do total, 61 foram consumadas. No mesmo período do ano passado, foram 45 ataques bem-sucedidos.

Explosivos desviados

O delegado afirmou que os explosivos utilizados em Minas Gerais pelos criminosos, na sua maioria, advêm de furtos, roubos ou desvios praticados em empresas que utilizam o produto no setor de mineração.
“Pode ocorrer de esse material vir de contrabando, de fora, do país, mas a grande maioria vem de dentro das empresas mineradoras. Algumas empresas não estão tendo o cuidado devido com os explosivos mantidos em seus paióis”, afirmou.
Conforme o delegado, a fiscalização no setor é de responsabilidade do Exército. “Entendemos que essas empresas precisam melhorar a segurança para ao menos dificultar a vida dos criminosos”, disse.
A Secretaria de Estado de Defesa Social criou uma força-tarefa para tentar coibir esse tipo de crime, formada por representantes da secretaria, das polícias Federal, Rodoviária, Civil e Militar, além de integrantes do Exército e Ministério Público e da Prefeitura de Belo Horizonte e Secretaria de Estado da Fazenda.

Caixas eletrônicos desativados

A operação, segundo a Seds, ocorrerá simultaneamente em várias regiões do Estado. O UOL está tentando contato com representante do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra).
Em razão do incremento dos casos de ataques a caixas eletrônicos, entidades que representam donos de supermercados, farmácias e postos de combustíveis no Estado revelaram a tendência de esses setores da economia optarem pela retirada dos equipamentos dos estabelecimentos comerciais.
 
Fonte:Uol

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