
Elize está presa no Complexo Penitenciário de Tremembé desde junho
Foto: Diogo Moreira/Frame/Agência Estado
Foto: Diogo Moreira/Frame/Agência Estado
O advogado de Elize Matsunaga, Luciano Santoro, afirmou que os depoimentos prestados na quarta-feira, na audiência de instrução que irá decidir se Elize Matsunaga irá a júri popular, podem ajudar na defesa da acusada. "Os depoimentos até agora prestados nos autos foram excelentes para a defesa e péssimos para a acusação, que não conseguiu comprovar nenhuma das suas teses, seja a de coautoria, seja a de premeditação", disse. Para ele, é certo que Elize sabia da traição do marido antes da morte dele, diferente do que afirmou ontem o advogado da família Matsunaga, Luiz Flávio Borges D'Urso.
"Espero que não seja uma jogada desleal", disse Santoro a respeito da declaração de D'Urso de que Elize só teria ficado sabendo da traição de Marcus Kitano Matsunaga depois da morte do marido, o que reforçaria a tese de crime premeditado. "O detetive afirmou expressamente durante a audiência que contava em tempo real para Elize o que estava acontecendo", disse Santoro. "O vídeo, sim, foi entregue depois, porém a traição já havia sido confirmada, inclusive com ela dando dinheiro para o detetive seguir o marido em restaurantes caros".
O advogado Luiz Flávio Borges D'Urso afirmou na tarde desta quarta-feira, após a audiência, que ela foi informada pelo detetive particular da traição do marido depois de tê-lo matado. "Ele revelou, para surpresa nossa, que deu a informação três dias depois da morte", declarou.
"Além disso, o detetive confirmou ao promotor o seu primeiro depoimento, dado no DHPP, em que afirma que durante todo o tempo em que seguiram Marcos, mantinham Elize informada sobre o que estava acontecendo, sendo que ela insistia numa filmagem que flagrasse aquele casal", afirma Santoro.
Para a próxima audiência no Fórum da Barra Funda, dia 12 de novembro, quando Elize deve ser ouvida, Santoro afirma que está deixando sua cliente informada a respeito de tudo sobre o processo. "Estou tentando fazer com que ela comece a contribuir mais com a defesa dela. Ela está muito preocupada com a filha, mas estou motivando ela a me passar o maior número de informações possível", disse o defensor.
Empresário é esquartejado
Executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, foi considerado desaparecido em 20 de maio. Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo apuração inicial, o empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado. Principal suspeita de ter praticado o crime, a mulher dele, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 4 de junho. Ela e Matsunaga eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. O empresário era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.
Executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, foi considerado desaparecido em 20 de maio. Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo apuração inicial, o empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado. Principal suspeita de ter praticado o crime, a mulher dele, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 4 de junho. Ela e Matsunaga eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. O empresário era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.
De acordo com as investigações, no dia 19 de maio, a vítima entrou no apartamento do casal, na zona oeste da capital paulista e, a partir daí, as câmeras do prédio não mais registram a sua saída. No dia seguinte, a mulher aparece saindo do edifício com malas e, quando retornou, estava sem a bagagem. Durante perícia no apartamento, foram encontrados sacos da mesma cor dos utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. Além disso, Elize doou três armas do marido à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo antes de ser presa. Uma das armas tinha calibre 380, o mesmo do tiro que matou o empresário.
Em depoimento dois dias depois de ser presa, Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em um banheiro do apartamento do casal. Ela disse ter descoberto uma traição do empresário e que, durante uma discussão, foi agredida. A mulher ressaltou ter agido sozinha. No dia 19 de junho, o juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e decretou a prisão preventiva da acusada
Fonte:Terra
Nenhum comentário:
Postar um comentário