Do total de 549.577 presos
existentes no país, conforme a última análise do Instituto Avante
Brasil dos dados referentes a junho de 2012 do DEPEN
(Departamento Penitenciário Nacional), 62% (341.827 presos) integram apenas cinco
estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do
Sul.
Dentre eles, somente São Paulo, Rio de Janeiro e Minas
Gerais compõem 50% da população carcerária nacional.
Sozinho, o estado de São Paulo
possui 35% dos presos de todo o país.
Com um total de 190.818 detentos, o estado paulista lidera com o maior número
absoluto de presos no Brasil e apresentando uma taxa de
462,56 presos/100 mil habitantes (considerada a população de 41.252.160
habitantes), São Paulo é o
quarto estado que mais prende no país, ficando atrás apenas do Mato
Grosso do Sul, de Rondônia e do Acre.
Considerando-se ainda que em 1994 o estado possuía 55.021 detentos, o
crescimento no número de presos em São Paulo nesses 18 anos foi de
247%!
Diante desse crescimento estrondoso e acelerado,
não é de se espantar que a maioria das penitenciárias do estado têm um
número de presos que supera em 100% o número de vagas nelas existentes
e que as condições nos estabelecimentos penais sejam precárias e
insalubres (Veja: Superlotação,
insalubridade e falta de assistência são as marcas dos estabelecimentos penais
de São Paulo e São
Paulo: presídios sem estrutura e desumanos ).
Assim, se no Brasil o número de presos cresce
cada vez mais rápido, em São Paulo isso não é diferente. Porém, se há algo que
os dados ainda não nos apontam é se todas essas prisões são justas, necessárias
e eficazes. Isso quem nos responde é a dura e violenta realidade em que vivemos
(Veja: PCC
“vs” PM e a hondurização do Brasil Brasil:
7º lugar no massacre das mulheres; e Brasil:
terra do samba, do futebol e do extermínio sanguinário).
*LFG
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