quinta-feira, 21 de março de 2013

OAB manifesta-se contra generalização de críticas a juízes e advogados


presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB), Marcus Vinicius Furtadovoltou a comentar nesta quarta-feira(20), ao receber dirigentes da Associação dos Juízes Federais do Brasil(Ajufe) e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a importância de não haver generalizações de críticas à advocaciaàmagistratura e ao Judiciário como um todo.
 
Para o presidente da OABnão se pode atacar categorias de formacoletivasem apontar más condutas e casos concretos.“Vivemos emuma sociedade plural, democrática e com direito de opinião livre.Contudoé necessário evitar generalizações porque elas costumamatingir profissionais sérios e dedicadosGeneralizações trazeminjustiça”afirmou Marcus Vinicius, em resposta às declarações feitaspelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do SupremoTribunal Federal, ministro Joaquim Barbosasegundo as quais existeum “pernicioso concluio” entre juízes e advogados.
 
Em entrevista à imprensa após a reunião da qual participaram opresidente da Ajufe, Nino Toldo, e o vice-presidente da AMBRaduanMiguel Filho, Marcus Vinicius lembrou que, se existem malfeitosestesdevem ser apontados para que a OAB tome as providências e apurequalquer conduta imprópria por parte de advogados no exercício dafunção“Temos uma Ouvidoria no âmbito da OAB Nacional e Tribunaisde Ética e Disciplina que estão abertos a qualquer cidadão que queiraapresentar denúncias à entidade”,afirmou“Denunciada a condutaimprópria, a OAB tomará as providências para o processamentoregular, como faz em todos os casos”.
 
OABainda segundo seu presidentemanifestará por ofício aopresidente do STF o alerta de que generalizações de condutas podemgerar, no seio da sociedadedesprestígio à magistraturaà advocacia eao sistema de Justiça como um todo“Uma sociedade democráticasomente se faz de forma concreta com um Judiciário independente eque possua o respeito da sociedade, com um advogado defendendo ocidadão contra as injustiças, o arbítrio e o abuso de poder. A crença no sistema de Justiça é indispensável para a prevalência doEstado democrático de direito”.
 
Questionado sobre a possibilidade de conluio entre alguns juízes e advogados, o presidente da OAB ressaltou que o Estatuto daAdvocacia (Lei 8.906/94) assegura ao advogado o direito de ser recebido em audiência pelos magistrados. “O direito de serrecebido em audiência é um direito legal neste país e a OAB não admite que nenhum magistrado descumpra a lei”.
 
Outro ponto destacado pelo presidente da OAB foi o fato de o Código de Processo Civil (CPC) trazer em seu texto a obrigação deque o magistrado se julgue suspeito para funcionar em qualquer processo no qual uma das partes seja sua amiga íntima.“Repita-se, a OAB está à disposição para a adoção das providências cabíveis processar disciplinarmente quem não cumprir oCódigo de Ética e o CPC”, acrescentou Marcus Vinicius.
 
No encontro com as associações ainda foram tratados temas como a implantação dos novos Tribunais Regionais Federais(TRFsnas cidades de Belo HorizonteCuritiba, Salvador e Manausmedida que conta com o apoio da OAB em prol de umamelhor prestação jurisdicionalOutro tema de destaque foi a criação de um grupo de trabalho entre magistrados e advogadospara estudar os novos CPC e o Código de Processo Penal, em tramitação no Congresso Nacional.
 
Também participaram da reuniãopela OAB, o secretário-geral, Claudio de Souza Neto, e o diretor-tesoureiro Antonio OneildoFerreira.
 
FonteOrdem dos Advogados do Brasil

2 comentários:

  1. Com todo o respeito, o texto precisa de revisão, está mal redigido.
    Está escrito 'concluio' no lugar de 'conluio'.
    Não consegui ler o resto.

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  2. Anônimo,

    Conforme vê no texto existe uma fonte e não podemos alterar.

    Fonte: Ordem dos Advogados do Brasil

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